junho 25, 2011

Educação 2.0

E o que será educação 2.0? 

Simples: de um lado a plataforma Web 2.0 com sua diversidade de recursos (colaboração, redes sociais, recursos áudio-visuais), de outro alguém que atue, efetivamente, como um agente na construção de conhecimentos.

Observe que não se está falando de educação a distância, mas de educação em qualquer modalidade, apoiada pelo universo de alternativas favoráveis construção de conhecimentos que estão disponíveis na web. (...)

Pensar 2.0 é acreditar na educação sem distância e no mundo web como possibilidade de total apoio ao aprendizado requerido nesse início de século.

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Para saber mais

Educação 2.0: Como educar na era da Web 2.0, aproveitando o potencial das ferramentas interativas e de colaboração?

As novas tecnologias da informação e comunicação disponíveis na internet (Web 2.0) se apresentam como um contexto contemporâneo no qual o ensinar e o aprender passariam totalmente de um modelo de comunicação unidirecional (um para todos) para um modelo de comunicação bidirecional (todos para todos): alguns pensadores têm denominado esse novo contexto de Educação 2.0.

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junho 10, 2011

Contribuição de pesquisa realizada pela tutora Sônia Veras no fórum de tutores do curso de pedagogia na disciplina Educação a Distância, promovida pela Universidade Aberta do Brasil - UAB/UnB.

Nenhum investimento produzirá retornos efetivos se nossos conceitos sobre educação e gestão escolar permanecerem os mesmos – Viviane Mosé;


—>Esta semana estarei em SP discutindo estas ideias <—
(O texto abaixo formará um livro, “50 coisas que aprendi sobre o mundo 2.0″. Colaborações são bem vindas e os que ajudarem na revisão, melhoria do texto serão citados nele. Ver também outros posts para o e-book. )

1- Existem mudanças na sociedade na forma de se informar, conhecer e comunicar e isso inapelavelmente têm forte impacto na forma de ensinar e aprender a inalcançável realidade;
2- A principal modificação no conhecimento é que ele está deixando de ser mais consolidado (sólido/individual) baseado numa mídia do papel impresso (lenta) para um mais dinâmico (líquido/coletivo) baseado numa mídia digital (rápida) para atender as novas demandas de produção e consumo de uma sociedade superpovoada, que impacta em todos os setores, inclusive na escola. (A Wikipédia é um bom exemplo de representação do conhecimento líquido/coletivo);
3- O modelo atual da escola se já era questionado no passado, agora se torna ainda mais obsoleto, pois é lento, ineficaz, pouco inteligente e pouco motivador, não formando o cidadão/cidadão para os novos desafios num mundo cada vez mais complexo e dinâmico. Estamos, assim, iniciando de forma coletiva a passagem das escolas baseadas em um modelo fechado de conhecimento (que não se modifica com os encontros) para outra em que o conhecimento é aberto (se altera a cada interação);
4 – De uma escola na qual existe algo a “ser aprendido” em uma base de conhecimento definida por “doutores”, na qual o aluno tem muito pouco a contribuir, na qual só o professor “sabe”. Para uma nova Escola 2.0, na qual o professor passa muito mais a ser um coordenador de dúvidas, apresenta até onde problematizou questões e incentiva fortemente o debate entre os alunos;
5- Tal escola alternativa esteve presente na mente de vários educadores (como Paulo Freire), mas agora se tornarão sistêmicas, incentivadas por quem está no poder, pois o mundo tem que ser mais ágil, em função do tamanho da nova população e suas consequências, movida agora por uma mídia mais dinâmica, e, portanto, leva a escola junto (além das outras instituições da sociedade). Assim, se o modelo da escola atual é filha do livro impresso, o da nova será a do ambiente digital em rede;


6- A mudança de postura do professor implica numa nova relação deste com o seu ego, que deixa de se apegar em conceitos estabelecidos e passa a combater o desconhecido, procurando reduzir o surgimento dos egos em sala de aula. Trabalha-se com argumentos e não com adjetivos. O inimigo passa a ser a ignorância de todos diante do desconhecido inatingível, no qual todos são alunos e professores procuram coletivamente a forma mais eficaz de vencer os impasses;
7- Os alunos precisam utilizar todas as ferramentas colaborativas online quando não estão juntos presencialmente e quando estão presencialmente, algo cada vez mais difícil, caro, que demanda tempo, espaço, devem evitar, ao máximo, o uso de equipamentos eletrônicos e serem estimulados fortemente a conversar e a trocar, a não ser que o tema seja algo que estes sejam extremamente necessários;

8 - Assim, procura-se na nova escola permitir que o cidadão/cidadã do novo século não mais lide com a informação de forma decorada (utilizando a memória), mas consiga construir cenários, compreender a lógica para lidar com uma informação abundante, mas pobre de significado (utilizando a criatividade) . Isso implica em um amadurecimento afetivo de todos os cidadãos/cidadãs para lidar de forma mais efetiva com uma liberdade informacional cada vez maior;
9- Neste cenário, o ensino de história e filosofia devem ganhar forte ênfase, pois são as disciplinas humanas que ajudam a superar crises de conhecimento desse tipo e incentivam a descolar o ser humano da sua realidade mais presente e atual, permitindo-o ver os conceitos e a realidade “mais de fora”;
10 - A ideia de separação dos alunos por turmas, séries, idades, espaço físico, cidades, estados, países, idiomas tende a ficar cada vez mais obsoleta, bem como, a separação do espaço entre sala de aula e casa mais invisível. Por fim, estamos, por necessidade de lidar com o complexo, em um aprendizado muito mais coletivo do que individual.


Que dizes?
Nepomuceno
nepo.com.br

maio 29, 2011

Importância dos blogs

Leia trecho abaixo:

Link-se: arte/mídia/política/cibercultura1

por Giselle Beiguelman

Blogs: existo, logo publico

Blog é uma palavra estranha, sonora, tem jeito de onomatopéia, mas não é. Você pode não saber o que significa, mas certamente já ouviu em algum lugar. Derivada de web log ou weblog (registro de atividades, performance e acessos de um web site), a palavra blog está na boca do povo e na pauta do dia.

Define um site pessoal, ou comunitário, sem finalidades comerciais, que utiliza um formato de diário com registros datados e atualizados freqüentemente. Começaram a chamar a atenção da mídia em 2002, quando se registrava a existência de meio milhão de sites desse tipo. 

Na época, estimou-se que 41 mil novos blogs foram criados a cada mês. o número é realmente espantoso, se lembrarmos que no início de 1999, antes do lançamento do primeiro sistema de criação e hospedagem gratuita de blogs (o Blogger), os blogs não passavam de 23.

Entretanto, quem digitou a palavra "blog" no Google, como eu, em janeiro de 2003, recebeu de troco 3.390.000 indicações de sites com esse perfil. Em agosto de 2005, a mesma busca retornou 145.000.000.

Se, hipoteticamente, essa mesma busca fosse realizada em 1997, quando o termo foi cunhado por Jorn Barger, retornaria apenas um link como resultado (o "Robot Wisdom Weblog" de Barger).
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